sexta-feira, 13 de abril de 2012

um estudo sobre as flores e a felicidade relativa


São assim estes dias... tu andas por aí da forma como dizes que queres andar e eu estou sentado no mesmo local de onde tu saíste há algum tempo atrás. Neste local é difícil não sentir a tua ausência. Como provavelmente o será de qualquer sitío onde eu esteja.

Dizem que levamos as coisas connosco, que nos levamos a nós própios para todos os sítios onde vamos. E que, por isso, nunca poderemos escapar de nós próprios e do nosso destino se é verdade que o destino existe.



Agora já não me preocupa como me preocupava antes. Descobri que não posso fazer muito mais do que tudo o que tenho feito. E que mesmo o cepo é um bom local para descansar se percebemos que, para onde quer que decidamos ir, levamos a guilhotina atrás de nós... Eu prefiro pensar que descanso a minha cabeça sobre um manto de flores. E que são flores, e não uma lâmina, que pendem sobre a minha cabeça.

Não tenho razões para não acreditar que deus tem o melhor guardado para mim. Mesmo que o melhor seja algo com que eu não saiba ainda sequer sonhar. Ao longo de toda a vida foi assim. Ele protegeu-me sempre em todos os momentos em que eu necessitava de protecção. Por isso cheguei inteiro e saudável a tão perto dos meus 37 anos de idade.

É por isso que acredito firmemente que repouso sobre um manto de flores. Nada me dói. Nada me angustia. Às vezes é só deixar de prender os sentimentos a nós. E eles vão porque afinal até nem querem nada connosco. Somos nós que nos sentimos mais nós próprios aterrados debaixo da gravidade de sentimentos pesados.

E às vezes a leveza vale mil vezes mais.

Às vezes as flores são tudo o que nos rodeia só que nós não vemos porque fechamos os olhos, fazemos os nossos próprios filmes e achamos a isso realidade.

A realidade pode ser tanta coisa. Dpende da forma como olhamos para as diversas coisas que temos na vida.

Aquele que ama amará sempre. Mesmo que mude o objecto do seu amor. Como na gramática, também na vida o verbo é mais importante do que o sujeito.

E não é fácil aprender a conjugar raios de sol em dias de chuva.

Mas às vezes aprende-se só por se parar de tentar aprender.

E então o nosso corpo absorve uma sabedoria mil vezes maior do que aquela com que o queríamos alimentar.

O nosso corpo sabe mais sobre nós do que nós próprios.

Há uma parte de nós que já chegou ao futuro. E não adianta querer fazer outro futuro.

Deus não escolheu à toa.



Então basta acreditar. Fluir.

Que tudo acontece.

Até as flores. Mesmo que sejam outras.

E aprendemos que quando pararmos de tentar, então aí seremos verdadeiramente felizes.

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